Mais uma carta pra ninguém.
A grama farfalha com a brisa que a acaricia lá fora. O tapete verde cresceu rápido, apesar dos esforços em mantê-lo baixo e sob controle. Nem choveu tanto ainda, mas as plantas crescem com um vigor que eu gostaria de imitar.
Sim, estou lendo, como percebeu? Os Filhos de Sangue e Osso ficou (o livro, não os filhos) bastante tempo na minha aba “vou ler” do Skoob e resolvi pegar depois do maravilhoso Torto Arado. Um não tem nada a ver com o outro: Filhos de Sangue e Osso é uma história de fantasia com folclore iorubá. Muito divertido, tem sentimentos, aqueles livros que você sente junto com os personagens.
Tô irritada que estou a 75% do livro* e não vai dar tempo de resolver tudo, porque é uma série de livros. O bom é que vou seguir no universo mais um tempo. Descobri que os livros no Apple Books sincronizam entre dispositivos mesmo se não comprar na loja deles, então posso ler no iPhone e no iPad, o que ajuda muito. Metida, eu sei.
* quando eu comecei a escrever esse post estava a 75%, agora terminando já acabei de ler. Resolveu algumas coisas, mas não tudo. Aquele famoso “tudo certo, nada resolvido”.
Também estamos assistindo Ruptura*. Vi a primeira temporada só agora, e depois Edu e eu estamos vendo a segunda. Que série ótima. Levanta pontos excelentes. Uma ficção científica no ponto. Eu amo que seja uma história que eu não conhecia antes, não algo requentado.
* também já terminamos de assistir. Maravilhosa, 10/10.
Veja: eu gosto de coisas antigas. Eu ouço músicas velhas, eu revejo o mesmo filme e as mesmas séries muitas vezes. Mas minha inflexibilidade cognitiva me impede de apreciar um remake. Porque não é a mesma coisa, é outra. Um tico diferente. Daí a mídia deixa de me fazer sentir segura porque ela vira desconhecida, porque a próxima fala pode ter uma palavra diferente, e o encanto se quebra.
Se for pra ver algo novo, que seja realmente novo. Uma história diferente, um mundo inexplorado. Se for pra ter medo do desconhecido, que ele não me iluda com uma cara familiar.
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Conquistamos nossos banheiros, os móveis e as instalações, sozinhos e com o pedreiro. Foi bastante trabalho, deu gasto, mas ficou excelente. É bom demais ter uma suíte funcional, posso escovar os dentes e tomar banho quando quiser. E não preciso descer escada para fazer xixi de noite.
Os abacates começaram a ser colhidos, mas ainda não estão todos prontos. Abacate amadurece fora da árvore. Você precisa colher, senão ele não amadurece, ele estraga. Curioso.
Tenho trabalhado demais, o que é muito bom. Menos travada. Fluindo melhor.
Aparentemente saramos das viroses do bairro novo. A criança tá mais adaptada na escola. Ontem voltei pra musculação. Vou fazer um mês e depois operar o nariz, o septo. Aí são dois meses parada.
A vida segue do jeito dela. E eu, sigo mais leve.